Quando você espera muito de uma pessoa, PARE: o errado é você de esperar, e não a pessoa por não lhe dar o que você gostaria.
E a pessoa que vos escreve vive em uma constante luta para tentar aprender tal fato.
Amantes
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
A Minha Melhor Fotografia
Queria tirar uma foto da vista que tenho da minha janela e enviar à você. São tantas coisas singelas que se encontram e que se desejam, mas que são difíceis de se dizer. Queria te mostrar como ficam lindas as luzes da cidade destacadas nesta noite escura.
Queria fotografar o momento em que as árvores balançam; a arquitetura antiga do centro; o jardim iluminado da igrejinha; uma noiva sorridente descendo as escadarias.
Queria, na verdade, que você visse como é bonito o contorno de um casal abraçado refletido no vidro de uma janela, enquanto admiram e fotografam momentos, lugares e sensações que ainda irão descobrir.
Quero você comigo, Augusto Aielo, em toda noite que eu quiser fotografar coisas que amo, momentos bonitos e sentimentos sinceros. E você será, de todas, a minha melhor fotografia.
Você pode enxergar tudo de todas e quaisquer maneiras. Depende do que há exaltado dentro de sí.
Quanto a mim, pode enxergar como quiser, não tenho o poder, e nem quero, de me fazer entender por todos. Pode me enxergar como bem ou mal entender, só não abra a boca para difamar, nem para vangloriar o meu nome com palavras, sentimentos e atitudes que, na verdade, são suas.
Arrependa-se somente daquilo que não fizestes, já que é incerto aquilo que não acontece. Não julge, não aponte, não condene. Por pior que seja a situação, sempre haverão dois lados. Ou mais. Hoje você faz parte de um, amanhã fará do outro. Só o tempo nos dará a experiência para que possamos e sejamos permitidos de aconselhar e escolher o justo.
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
Insensibilidade
Quando o que você mais espera durante o dia é falar com aquele que você tem saudade, e, preocupado com coisas fúteis, nem te pergunta se você está bem, ou se tem sobrevivido a toda essa insensibilidade. Quando coisas assim acontecem, mágoas antigas lhe surgem como novas, novas de novo, e a sensação de já ter vivido isso lhe toma conta. E isso é terrível.
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
Primavera
O inverno que passou não foi tão frio quanto o esperado, e não me congelou como havia imaginado. Mas a primavera... ah, creio que esta será muito mais florida e sorridente do que qualquer orquídea que exista.
domingo, 14 de agosto de 2011
Pacote de doces
E são em noites como essa, onde o meu passatempo é ver filmes alugados, tomando uma coca e comendo bolachas que eu vejo o quanto você me faz bem. Não sinto-me mal por estar assistindo filmes e comendo bolachas, e não vejo problema em estar sozinha, aliás, sinto-me independente e realizada. Completa, eu diria. Sinto que nada me falta. A não ser você, e seu pacote de doces, repletos de carinho e atenção.
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
Flores que caem ao chão

Está um pouco machucada e com algumas cicatrizes, mas continua sendo Flor. Caiu da árvore por estar cansada de ver o mundo sem poder vivê-lo. Ainda sabendo que fora dela suas chances de sobrevivência são pouquissímas, arriscou-se, pois mesmo que se machuque mais, ou até mesmo que se apague, ela preferiu viver enquanto há tempo. E não há vida sem riscos, sem petiscos, sem reboliço. Aprende-se muito com as flores que caem ao chão - não basta enfeitar para existir. É necessário machucar-se para aprender a viver.
domingo, 24 de julho de 2011
Margaridas
Flores. Rosas, vermelhas, violetas, amarelas. Grandes, exuberantes, amorosas e singelas. Tão rica em sua simplicidade, tão graciosa em sua homengem. Representam tudo aquilo que as palavras já não conseguem expressar, esboçam tudo o que o coração não consegue mais aguentar, e de maneira simplória, faz-se ouvir por aqueles que dificilmente conseguem se calar. Visto sua grandeza, não é qualquer pessoa que as apreciam de maneira tão complexa, porém, estão a disposição de todos, meninos e meninas. Ainda assim, há aqueles que resistam à essa moda antiga. Entretanto, seus amantes seguem por aí, doces e fiéis, com lindos e sinceros buquês de margaridas nas mãos.
quarta-feira, 13 de julho de 2011
Eternos como livros
Certa vez me disseram que livros eram eternos, pois não saem de moda, muito menos seguem uma tendência. Não têm caráter fútil, e pra quem gosta é sempre um prazer recebê-los em uma tarde fria de verão. Livros trazem conhecimento, informações, contos de amores, traições, lealdade, amizades e paixões. Platônicos ou não, os amantes destes fiéis amigos os levam consigo para onde for, o tempo que for. Tempo este que não envelhece nossos companheiros, e sim, os deixam mais maduros. E por mais empoeirados que fiquem, estarão sempre ao nosso alcance.
"Amizades são como livros: quando bem cuidados, duram a vida inteira. E mesmo que se percam com o passar dos anos, você jamais se esquecerá do sabor e do amor lidos naquele conto. " Renata Carnevalli
Ao Rafael DaHora Prado, tão eterno quanto todos os contos que já li.
terça-feira, 5 de julho de 2011
Tempo
O tempo passa, o tempo muda, o tempo apaga. O tempo que faz passar os ventos pelos teus cabelos, muda os ares da tua atmosfera, atrai novidades e amadurece tuas idéias. O tempo faz passar a infantilidade, jamais a juventude. O tempo muda maneiras de se portar, jamais princípios. O tempo apaga besteiras, porém jamais apagará àquelas feitas entre amigos.
sexta-feira, 1 de julho de 2011
Sinta-se
É tão bom sentir-se livre, sentir-se em paz com a sua alma, corpo e espírito. Sentir-se bem consigo, bem com todos, bem pro choro e pro riso. É tão adorável ajudar seus amigos, aconselhar inimigos, desfazer todas as mágoas, e reviver lembranças guardadas a um fundo quase inesquecível. É muito bom sentir-se feliz por sí, sentir-se completo por só, sentir que tens o mundo aos teus pés e os necessários ao alcançe de tuas mãos. A paz interior não tem preço, é inigualável e nada lhe dará maior prazer e felicidade. A plenitude está dentro de cada um, no teu mais fundo, claro e obscuro interior, no meio á diversas qualidades e imensos defeitos; só a encontra quem aceita a realidade da vida e a vive. Simples assim.
segunda-feira, 6 de junho de 2011
Lembranças
Lembranças... De como era chato acordar as seis da manhã, tomar banho e café, e ir para o colégio com aquele uniforme que teimávamos em não usar. E lá encontrar pessoas e pessoas, umas verdadeiras e outras nem tanto, algumas bonitas e populares e outras com uma certa timidez em mostrar o que se tem de melhor. E quantas vezes não achamos toda aquela rotina um tédio e muitas matérias e trabalhos totalmente desnecessários. Ah, na época, a vida parecia nos apontar sábeis de tudo, capazes de quase tudo. Só que um senhor mais experiente que a própria vida vem e nos mostra que estávamos redondamente enganados: não, a gente não sabe de nada e por isso, não sabemos que somos capazes de realizar tantas coisas. É, o tempo vem e nos mostra quem realmente somos, com situações que pedem somente a nossa essência, nos fazendo enxergar aquilo que nos faz realmente feliz e aqueles que são, de fato, nossos amigos. E, juntamente com o tempo, vem a maturidade, uma palavra chata, mas precisa, pois nos faz ver os nossos erros e exageros, e mostra que sim, era uma delícia levantar cedo e ir pro colégio, ainda que com aquele uniforme, e nos deparar logo na manhã de segunda-feira com o carrasco do professor nos exigindo o trabalho da semana passada. Sim, era muito bom arrumar desculpas improvisadas frente à diretora, e agradecer as tias pela ajuda. E aprendemos muito com tudo isso... aprende-se até com as pessoas desprovidas de caráter, há, as falsas. O que se aprende com elas? Se aprende a não ser como elas. Todos nós temos o nosso forte e o nosso fraco, e cabe a cada um saber o que vale ser intensificado, e o que vale ser dispensado. Aprende-se muito com os minutos finais de cada aula, já que eram nesses momentos em que conversávamos com nossos mestres, desfrutando de uma amizade fraterna, algo familiar, uma relação como nenhuma outra. É claro que existem aqueles que são apenas professores e, acima destes, estão os que conseguem misturar profissionalismo com carinho, de uma forma tão espontânea e apaixonante que torna-se impossível não se apegar. E é nesse contexto, é nesse ambiente, com todos os tipos de pessoas e profissionais, que vivemos a melhor época de nossas vidas. Foram com estas diretoras, com estes professores, com estes companheiros de sala, com todos estes funcionários que estudamos, e nos formamos. E as minhas lembranças, sejam elas boas ou ruins, serão com todos vocês. Serão as mesmas de todos nós, já que partilhamos juntos toda essa experiência. Juntos. Alguns por escolhas, outros por obrigação, mas juntos. E eu, sinceramente, não me arrependo de ter escolhido vocês todos para partilhar as minhas melhores memórias.Que todos saibamos desfrutar de todos os conselhos da melhor maneira possível, com o objetivo de sempre melhorar. Que todos aqui consigam extrair o que há de melhor nos outros e, principalmente, em nós mesmos. Todas as pessoas especiais em seu singular, quando vão embora levam algo de nós com elas, deixando conosco algo de si.E aqui eu deixo a minha saudade, a minha gratidão e a felicidade de ter vivido com vocês! E espero levar a lembrança e a saudade de cada um, já que estas serão as únicas coisas que nos restarão daqui a adiante. Vai ser muito bom poder olhar pra trás e ver que exatamente tudo valeu a pena.
“Não sinta- se triste por sentir saudades de algo que infelizmente já se foi, já que, saudades somente se têm daquilo que, por algum motivo, nos foi e continua sendo bom, de algo que realmente valeu a pena.”
Formandos 2008.
sexta-feira, 3 de junho de 2011
Maluca Beleza
Serei uma eterna maluca para alguns. Pelas coisas que faço, pelas coisas que gosto, pelas coisas que penso e por ter coragem de dizê-las. Pelas coisas que ouço, pelo modo como danço, pelas risadas desenfreadas, ou pelo riso fácil. E choro também. Uma eterna maluca. Maluca beleza. Nem me importo, óh... E digam-me, normais: qual a graça de ser tão normal? Além, é claro, de se impressionar com estes malucos que andam por aí...
"A arte de ser louco é jamais cometer a loucura de ser um sujeito normal."
Raul Seixas.
Almas do Samba
A arte de sorrir ao sambar,
A arte de sambar ao cantar,
E a arte de cantar o samba,
São dons para um típico bamba.
Que traz na veia sangue de todas as cores,
Brasil de todos os amores, e fervores,
Que traz consigo alegria de viver, e rever
As almas do samba que a ele ensinaram a crescer.
segunda-feira, 30 de maio de 2011
Bocas Inusitadas
Eu bebi todos os drinks que pude aguentarEu dançei todas as baladas em que consegui entrarEu cantei todas as melodias, eu escrevi todas as poesiasE sujei todo o corpo com o meu brincar.
Eu beijei todas as pessoas que pude lembrarBocas inusitadas, pessoas encrencadas,Amizades que nunca pensei em colorir, em rabiscar.
Eu abraçei todos os corpos que pude tocarE paquerei todos os olhos que pude encararEu encantei a todos quando me fiz bailarEu sugeri a todos os amantes, o amar.
Aconselhei, prosiei, fiz versos e gestosBrinquei, roubei, fiz o certo e o incertoE busquei de todas as formas me libertar.
Liberta, mas não de ti, hoje eu vejoE percebo que meu grande desejoÉ assim continuar.
Um final diferente, mas não menos contente.Acontece que eu aprendi a me amar.
segunda-feira, 23 de maio de 2011
Bolsa Família: um tanto quanto Carente.
De Trinta e dois à Duzentos e quarenta e dois Reais. São estes os valores pagos pelo Bolsa Família. Segundo o Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), o Bolsa Família é um programa de transferência direta de renda com condicionalidades, que beneficia famílias em situação de pobreza e de extrema pobreza. O 4° Relatório Nacional de Acompanhamento dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio aponta queda da pobreza extrema de 12% em 2003 para 4,8% em 2008.
De acordo com o que diz no site do MDS, o programa se divide em três eixos: transferência de renda, condicionalidades e programas complementares. Eles julgam a transferência de renda como ponto crucial para o alívio imediato da pobreza. A condicionalidade reforça o acesso à saúde, educação e assistência social. E os programas complementares objetivam o desenvolvimento das famílias, de modo que os beneficiários consigam superar a situação de vulnerabilidade.
Seria muita estupidez de minha parte começar a falar sobre um assunto sem antes explicá-lo de maneira coesa. Pois bem. Agora, expresso-lhes a minha opinião mais lógica, racional e sincera: Não seria o Bolsa Família um "tapa buraco"? Não seria o Bolsa Família uma tentativa de "empurrar a sujeira para debaixo do tapete"? Veja, e PENSE junto a mim, por gentileza: Lembre-se, quando falamos de famílias carentes, são famílias carentes de alimentação, abrigo, saúde e, principalmente, INFORMAÇÃO E EDUCAÇÃO. Pois bem, não seria muito mais fácil pagar um valor X para tais famílias carentes do que designar de maneira correta e lícita verbas para a infra-estrutura dessa população? Veja, tendo em vista que o programa foi lançado há OITO ANOS, não é um tanto contraditório você ter a diminuição da pobreza extrema e não oferecer estradas para que as crianças destas famílias cheguem às escolas? Um país que está combatendo a pobreza. Pobreza de quê? O Sertão continua tendo escolas com apenas TRÊS SALAS. Escolas sem merenda, sem professores, sem livros. Escolas? Quais escolas? O Sertão continua sofrendo com a seca, e assim, sofrendo com a falta do que plantar, do que criar; sendo obrigados a gastarem com a sua alimentação, já que não possuem infraestrutura que os possibilitem de criar a sua própria. O desmatamento está aí, e não vejo diminuição desta prática. Ah, mas isso nada tem a ver com a pobreza, não é mesmo? E o que falar de famílias com renda altíssima que estão cadastradas no programa? E o que pensar de famílias carentes que não aprendem a pescar, já que ganham o peixe?
O Bolsa Família, companheiros e companheiras, é um programa EMERGENCIAL. Pelo menos Era pra ser. O Bolsa Família ERA pra ser um auxílio apenas, e não uma dependência. Como já disse, é um tapa buraco. Eles pagam um dinheirinho para os carentes, eles ficam contentes e está tudo certo. Na próxima eleição, votarão naqueles que lhes deram Cem Míseros Reais. Ou Trinta e Dois. E enquanto isso, as escolas, os hospitais e as plantações continuam CARENTES. Quando se necessita de um hospital, se o encontra, médicos decentes ele não tem. Ah, mas os Trinta e Dois Reais foram depositados. Ou Cem. Tudo bem.
A população reflete o seu país. Se a população é carente, logo, o país também é.
E o país reflete os seus governantes. Educação, alimentação, saúde. São vários os setores carentes deste Brasil. Brasil carente, governantes carentes. Carentes de princípios, de planejamento, de ética. Carentes de vergonha na cara.
Como combater a carência com um programa que já é carente? Carente de gestores dignos e profissionais. Quem sabe, amigos e amigas, quando os nossos carentes governantes terem suas carências supridas, eles não possam assim, suprir as de seus eleitores.
Lícito
O amor é fundamental, mas nem mesmo ele aguenta tanta indiferença, grosserias e dizeres infundados e atitudes egoístas e imaturas. O amor não foi feito para a imaturidade. Ele foi feito para aqueles que sabem se dar, e se doar, de maneira inteira e lícita, de forma única e nem um pouco egoísta.
segunda-feira, 16 de maio de 2011
Raiva
Cuidado quando você sentir raiva, muitas vezes ela não passa de um sentimento momentâneo. E quando ela passa, ficamos com a maior saudade que um beijo apaixonado pode proporcionar. Quando ela passa, ficamos, sozinhos, com os nossos planos que não se realizaram por estarmos empolgantemente irritados na época em que podíamos concretizá-los. Ficamos com as consequências das nossas atitudes impulsivas e dizeres ofensivos e grosseiros, com as nossas birras, pirraças e atitudes infantis. Quando a raiva passa, ficamos com o melhor do amor. E dele não podemos mais nos sentir, pois o atropelamos com um caminhão raivoso e sem propósito, egoísta e sem direção.
Empolgação
A empolgação é o sentimento mais ingrato que existe, pois, quando ela se acaba e tudo se acalma, você percebe que nada disso faz sentido. E o vazio lhe toma conta de maneira fatal, fazendo você se sentir um perfeito idiota.
sábado, 14 de maio de 2011
Olhos
Olhos. Espelhos da alma, refletem tudo o que se pensa, o que se sente, o que se pretende, o que se mente. Os meus são assim, às vezes mel, às vezes castanho escuro. Tanto faz. O que é de impressionar e que vale a pena, e isso não somente em mim, é o que eles realmente pretendem. O que de fato se quer. Coisas que a boca não diz. Que o corpo não expressa... Mas que a mente pensa, e o coração, deseja.
terça-feira, 10 de maio de 2011
Despedidas
Quando todos pararem de se preocupar com a vida dos outros, quando todos pararem de dar importância praqueles preocupados e ambos se dedicarem somente ao amor, e a tristeza própria de cada um,os sentimentos serão mais plenos,a saudade será muito mais sentida,os abraços valerão mais que beijos,e os beijos nem sempre serão uma despedida.
Tempos Covardes
Vou contar-lhes um conto, onde doces e travessuras podem ser comparados com a sua tristeza e loucura. Um conto, que de fadas não se vê muita coisa, mas que de real pode se dizer um pouco. Houve um tempo em que o amor não era comparado, não era regulado, muito menos devia ser aprovado. Neste tempo, o amor era na sua forma digna e inteiramente, pura e simplesmente, amor. Ah, jovens crianças, nesta época os amantes riam, e queriam estar cada qual com seu parceiro. E não meçavam esforços para tal feito. Que jeito! Eles com nada nem ninguém se importavam, se era a feia que se amavam, só o amor lhes bastavam e juntos iam até o fim. Fim? Ah quem dera se este fosse o fim. Não, não foi assim, mesmo porque eu não cheguei ao fim. Pois é, caros leitores, ambos sabemos que não, não é nada assim. Hoje o amor depende cada vez mais do julgamento de terceiros, e de quartos, e de quintos. E independe cada vez mais dos seus amantes, dos seus queridos, da dupla que o faz como ninguém. Na verdade, são os teus amantes, amor, que dependem mais deste interrogatório, julgamentos e críticas do que a ti mesmo.
Escrevi-lhes um conto, que não se encontra personagens fictícios, só fatos ocorridos. Ou lembranças de um amor que foi vivido. Um conto feito para se contar na realidade, em que muitos de vocês são personagens. Eu sou uma personagem. Mas sou daquelas, aquelas daqueles tempos, há tempos, quando o amor não precisava ser permitido por alguém, por ninguém.Mas, ao este conto finalizar, quero uma dúvida aqui deixar: se não houvessem intrometidos, se o amor não fosse repartido, se não houvessem tantas desculpas a dar... de que seriam os covardes, aqueles que dizem que amar é libertar?
Este tempo em que te encontro, amor, é o tempo em que os amantes não se amam até o fim das tardes. Esse tempo é o tempo dos covardes.
segunda-feira, 9 de maio de 2011
Brabuletas
O jardim do meu estômago não tem mais borboletas. E acho que ficará sem por um bom tempo. Os danos causados por elas foram enormes.
O melhor, ou menos doloroso, ou mais cauteloso, é não esperar nada dessas borboletas, além do bater de suas asas, que nem sempre significam coisas boas. Quando se espera algo, a chance de se decepcionar é maior. Se tais borboletas quiserem aparecer, vez ou outra, que seja. Ou para sempre, que seja. Ou para nunca mais... que assim seja. Mas nunca espere nada de bom delas. Não se sabe como nem quando podemos ser estupidamente surpreendidos. Se pensarmos no ponto de que não são as borboletas que fazem as flores sobreviverem, já é um bom passo para começarmos a nos adaptar a viver sem elas. Mas se pensarmos no ponto de que são elas a causa de toda a graça e viver das flores... retrocedemos.
O jardim do meu estômago não tem mais brabuletas. E acho que ficará sem por um bom tempo. Flores e alguns cactos ainda sobrevivem sem elas... e isso não é de todo o mal.
quinta-feira, 5 de maio de 2011
Diplomas
Porque, no final das contas, o que eu quero mesmo é ser feliz. Então, de nada importa o resto, aquele resto digno de ser chamado de RESTO. As mentiras, as fofocas, as intrigas, as inimigas. E no acabar de tudo, nada disso vai importar, as brigas são deixadas pra lá, e até mesmo os diplomas, são jogados ao ar.
Trocar bombons
É tão bom ter alguém pra trocar carinhos, abraços, mimos e alguns suspiros.
É muito bom ter alguém a se admirar, pra gargalhar, pra se tocar e se inspirar.
É realmente bom ter alguém com quem desvendar dons, trocar risos, lisonjeios e alguns bombons.
E é esse alguém, que sabe como ninguém a melhor maneira de lhe fazer o bem.E o melhor de tudo isso é que momentânea não é esta felicidade, que sim, é tudo realidade, e que tão perto de você sempre esteve essa verdade. Saber olhar e pensar no futuro, é um dom. E ter alguém neste futuro... é bom. Muito bom.
quarta-feira, 4 de maio de 2011
Tequilas
Dúvidas, receios e passado.
Vocês me impedem de praticar qualquer atentado.
Orgulho, mágoas e desilusão.
Vocês são as chaves que trancam qualquer coração
Amor próprio, tequilas e força de vontade.
Vocês são aqueles que mais querem a minha felicidade.
Um livro, um biscoito e uma canção.
Vocês vieram para espairar a minha mente e limpar, enfim, o meu porão.
O teu esquentar
E nesta noite fria, o que se esperar? Dessas mantas e cobertores que querem me lubridiar?
Será frio então o vento a assoprar? Ou frio será este luar, a iluminar, a apaixonar, a brilhar?
Queres, então, por favor me explicar o porquê de nada me esquentar?
Dessas mantas e cobertores a me lubridiar, estou a fartar.
Quero sentir novamente entre as mesmas mantas e cobertores o seu enrolar, o seu desenhar, o seu abraçar.
Sentir, enfim, o meu esquentar.
terça-feira, 3 de maio de 2011
Tardes frias
E quando o seu chão desaparece, a tua base te esquece, o teu porto não lhe és mais seguro e tu voltas a ter medo do escuro? E quando a tua certeza se desfaz, a tua tristeza se refaz, a raiva lhe toma conta e a mágoa lhe vem a tona? É quando a saudade te faz recordar, das tardes frias ao ar, da felicidade e do conforto de se ter um simples alguém para amar.
sexta-feira, 29 de abril de 2011
Conhecimentos entre julgamentos
Seja sincero comigo: você de fato, é melhor que alguém? Em qualquer sentido ou ocasião, em qualquer que for a situação. É maduro o suficiente para julgar alguém? Experiente o bastante para apontar, condenar, seja para o bem ou para o mal; já vivenciou o necessário para dizer palavras aleatórias e, muitas vezes ofensivas, para aqueles que você nem se quer sabe o sobrenome? Responda para sí mesmo se és digno de julgar alguém. Se você está pensando em como responder esta pergunta, calma que eu lhe ajudo: Esqueça a maturidade, pois de fato, você não a tem. Experiência, muito menos. Não tem nem vivência, nem dignidade, muito menos moral pra julgar alguém. Acredite, se tivesse todos esses atributos, você não julgaria quem não conhece, muito menos se questionaria sobre tudo isso. E fica tranquilo que eu também não esto lhe julgando. Encare isso como um conselho. Afinal, não devo ser melhor do que você, mas você também não é nada além de mim. Então, entre criticar e julgar, eu prefiro osbervar e conhecer. O conhecimento é a base de tudo, não? E a ignorância, é um dom.
segunda-feira, 11 de abril de 2011
Maturidade, eu não te quero tanto
Eu gostava mais de mim quando eu era mais nova. Apesar da ingenuidade aflorada, coisa que não mudou tanto, e apesar da imaturidade; eu era melhor. Mais eu, sabe? Era mais decisiva, mais racional, mais determinada, mais seca, curta e grossa. Acabava mais facilmente com situações duvidosas e mal resolvidas; implicava mais, mas era muito mais ouvida. Mais radical, ô bem mais, sem meio termo - comigo não tinha contradição nem segunda explicação: ou vai ou raxa. A minha personalidade continua firme e forte, muito forte, mas estou mais flexível, mais maleável, mais tolerável. Mais tolerante. Não que isso seja de todo o mau, até porque, são penduricalhos que acompanham a maturidade. Aliás, nada como a maturidade, não? É uma das coisas mais fantásticas e complexas, porque, quanto mais maduro você se considera, mais você percebe que nunca será o suficiente. Aliás, andam dizendo por aí que sou madura demais pra 19 anos. E volto ao ponto que começei: eu gostava mais de mim quando eu era mais nova. Não tão experiente, bem mais inocente, acreditava nas pessoas da melhor maneira possível. Mais objetiva, não me apegava tanto, e não me importava se tivesse que me desapegar. Imatura. É, disso eu não tenho tantas saudades. Mas, sabe, tendo em vista de que não vivo sozinha, e de que outras pessoas compartilham tristezas e amores comigo, eu me questiono: até que ponto vale a pena ser madura? De que adianta a senhora maturidade, se as pessoas a sua volta teimam em retroceder? Sinto saudades da época em que eu era mais radical e tinha fama de brava. Hey vida, dá pra devolver meus atributos severos e jogar fora a minha tolerância e paciência? Se não for assim, desculpa mas, pára tudo: eu quero descer.
domingo, 10 de abril de 2011
Características
Olhos castanhos claros, sardas nas bochechas e covinhas ao sorrir. Sorridente. Minhas características físicas são simples, são diversas e são minhas. E me descrevem. Política, economia, piano e dança. Gostos variados, simples, diversos, e meus. Meus gostos caracterizados como bons. Ciumenta, sincera, desastrada e bagunceira. Minha mãe me caracteriza assim. E eu caracterizo minha melhor amiga como a melhor pessoa que eu conheço. E eu caracterizo como um dia perfeito, o dia em que passo com pessoas que eu gosto. E outros colegas caracterizam como um dia perfeito, o dia em que o time de futebol vence. Eu caracterizo pessoas que eu não conheço como pessoas que posso conhecer. E isso é uma característica minha. E algumas pessoas que me conhecem me caracterizam como uma pessoa que eu não sou, ou que elas pensam que sou. E isso é uma característica delas. Não importa como, se é o certo, se é o errado ou o meio termo; se é o ideal ou o duvidoso; todos nós temos as nossas características e o modo de caracterizar os outros indivíduos e gostos, posturas e postos, como adequado ou impróprios. A maneira como nos caracterizamos, como caracterizamos aos outros, é algo um tanto particular, que nos caracteriza, que faz parte de nós. São características minhas, que podem ser suas, que são de todos nós. Eai? É você quem possui características, ou são os outros e os gostos que te caracterizam?
Portas ou portais
Enquanto Deus fecha uma janela, ele deixa aberta a porta. Vamos aproveitar a hora, o dia, a semana, o mês, o ano, o tempo... Porque este passa rápido e deixa pra trás aqueles que se "pré-ocupam" com "pré-conceitos" e dilemas e opiniões, que muitas vezes, não são necessários. O quê significa uma janela fechada perto da dimensão de uma porta aberta, e do significado de liberdade que a mesma tem? Aproveite o que tens em mãos, e dê-as uns aos outros; o que tens nos braços e abraçem, o que tens nos olhos, nos ouvidos e no coração. Guarde um pouco o que tens na boca e poupe-se de ser o autor de comentários infelizes. E sorria, sorria muito! Aproveite seus amigos, seus amores, seus cunhados e suas dores... e desencana. Rugas pra quê? Sou tão linda assim, feliz. Garanto que tu também serás. :)
terça-feira, 5 de abril de 2011
Etapas
Eu fui amizade, eu fui paixão, eu fui amor, eu fui descobertas, eu fui rotina, eu fui desentendimentos, eu fui discussões, eu fui chateações, eu fui acertos e pazes, eu fui lamentos e incertezas, eu fui decisões, eu fui um basta. Eu me tornei saudade, eu virei paixão de outras modalidades. Eu mudei um pouco a rotina, vivo de outra maneira a minha vida. A paixão inverteu-se e tornou-se amizade, curtindo outras ansiedades. Tornei-me seguro, de certo modo um pouco impuro. Deixei de ser incerto, de lamentar, de ser um tanto correto, e de buscar, de pouco em pouco, a felicidade em outro teto. Deixei de me desendenter por pouco, de discutir por tolo, de entristecer o corpo. Desencanei bastante, meus risos não são tão mais distantes. Eu deixei um pouco o que chateava, o que me intrigava, a irritação e a dor. Mas, de todas as etapas que eu fui e deixei de ser, a única que eu não larguei foi o amor.
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