Amantes

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Conhecimentos entre julgamentos

Seja sincero comigo: você de fato, é melhor que alguém? Em qualquer sentido ou ocasião, em qualquer que for a situação. É maduro o suficiente para julgar alguém? Experiente o bastante para apontar, condenar, seja para o bem ou para o mal; já vivenciou o necessário para dizer palavras aleatórias e, muitas vezes ofensivas, para aqueles que você nem se quer sabe o sobrenome? Responda para sí mesmo se és digno de julgar alguém. Se você está pensando em como responder esta pergunta, calma que eu lhe ajudo: Esqueça a maturidade, pois de fato, você não a tem. Experiência, muito menos. Não tem nem vivência, nem dignidade, muito menos moral pra julgar alguém. Acredite, se tivesse todos esses atributos, você não julgaria quem não conhece, muito menos se questionaria sobre tudo isso. E fica tranquilo que eu também não esto lhe julgando. Encare isso como um conselho. Afinal, não devo ser melhor do que você, mas você também não é nada além de mim. Então, entre criticar e julgar, eu prefiro osbervar e conhecer. O conhecimento é a base de tudo, não? E a ignorância, é um dom.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Maturidade, eu não te quero tanto


Eu gostava mais de mim quando eu era mais nova. Apesar da ingenuidade aflorada, coisa que não mudou tanto, e apesar da imaturidade; eu era melhor. Mais eu, sabe? Era mais decisiva, mais racional, mais determinada, mais seca, curta e grossa. Acabava mais facilmente com situações duvidosas e mal resolvidas; implicava mais, mas era muito mais ouvida. Mais radical, ô bem mais, sem meio termo - comigo não tinha contradição nem segunda explicação: ou vai ou raxa. A minha personalidade continua firme e forte, muito forte, mas estou mais flexível, mais maleável, mais tolerável. Mais tolerante. Não que isso seja de todo o mau, até porque, são penduricalhos que acompanham a maturidade. Aliás, nada como a maturidade, não? É uma das coisas mais fantásticas e complexas, porque, quanto mais maduro você se considera, mais você percebe que nunca será o suficiente. Aliás, andam dizendo por aí que sou madura demais pra 19 anos. E volto ao ponto que começei: eu gostava mais de mim quando eu era mais nova. Não tão experiente, bem mais inocente, acreditava nas pessoas da melhor maneira possível. Mais objetiva, não me apegava tanto, e não me importava se tivesse que me desapegar. Imatura. É, disso eu não tenho tantas saudades. Mas, sabe, tendo em vista de que não vivo sozinha, e de que outras pessoas compartilham tristezas e amores comigo, eu me questiono: até que ponto vale a pena ser madura? De que adianta a senhora maturidade, se as pessoas a sua volta teimam em retroceder? Sinto saudades da época em que eu era mais radical e tinha fama de brava. Hey vida, dá pra devolver meus atributos severos e jogar fora a minha tolerância e paciência? Se não for assim, desculpa mas, pára tudo: eu quero descer.

domingo, 10 de abril de 2011

Características


Olhos castanhos claros, sardas nas bochechas e covinhas ao sorrir. Sorridente. Minhas características físicas são simples, são diversas e são minhas. E me descrevem. Política, economia, piano e dança. Gostos variados, simples, diversos, e meus. Meus gostos caracterizados como bons. Ciumenta, sincera, desastrada e bagunceira. Minha mãe me caracteriza assim. E eu caracterizo minha melhor amiga como a melhor pessoa que eu conheço. E eu caracterizo como um dia perfeito, o dia em que passo com pessoas que eu gosto. E outros colegas caracterizam como um dia perfeito, o dia em que o time de futebol vence. Eu caracterizo pessoas que eu não conheço como pessoas que posso conhecer. E isso é uma característica minha. E algumas pessoas que me conhecem me caracterizam como uma pessoa que eu não sou, ou que elas pensam que sou. E isso é uma característica delas. Não importa como, se é o certo, se é o errado ou o meio termo; se é o ideal ou o duvidoso; todos nós temos as nossas características e o modo de caracterizar os outros indivíduos e gostos, posturas e postos, como adequado ou impróprios. A maneira como nos caracterizamos, como caracterizamos aos outros, é algo um tanto particular, que nos caracteriza, que faz parte de nós. São características minhas, que podem ser suas, que são de todos nós. Eai? É você quem possui características, ou são os outros e os gostos que te caracterizam?


Portas ou portais

Enquanto Deus fecha uma janela, ele deixa aberta a porta. Vamos aproveitar a hora, o dia, a semana, o mês, o ano, o tempo... Porque este passa rápido e deixa pra trás aqueles que se "pré-ocupam" com "pré-conceitos" e dilemas e opiniões, que muitas vezes, não são necessários. O quê significa uma janela fechada perto da dimensão de uma porta aberta, e do significado de liberdade que a mesma tem? Aproveite o que tens em mãos, e dê-as uns aos outros; o que tens nos braços e abraçem, o que tens nos olhos, nos ouvidos e no coração. Guarde um pouco o que tens na boca e poupe-se de ser o autor de comentários infelizes. E sorria, sorria muito! Aproveite seus amigos, seus amores, seus cunhados e suas dores... e desencana. Rugas pra quê? Sou tão linda assim, feliz. Garanto que tu também serás. :) 

terça-feira, 5 de abril de 2011

Etapas

Eu fui amizade, eu fui paixão, eu fui amor, eu fui descobertas, eu fui rotina, eu fui desentendimentos, eu fui discussões, eu fui chateações, eu fui acertos e pazes, eu fui lamentos e incertezas, eu fui decisões, eu fui um basta. Eu me tornei saudade, eu virei paixão de outras modalidades. Eu mudei um pouco a rotina, vivo de outra maneira a minha vida. A paixão inverteu-se e tornou-se amizade, curtindo outras ansiedades. Tornei-me seguro, de certo modo um pouco impuro. Deixei de ser incerto, de lamentar, de ser um tanto correto, e de buscar, de pouco em pouco, a felicidade em outro teto. Deixei de me desendenter por pouco, de discutir por tolo, de entristecer o corpo. Desencanei bastante, meus risos não são tão mais distantes. Eu deixei um pouco o que chateava, o que me intrigava, a irritação e a dor. Mas, de todas as etapas que eu fui e deixei de ser, a única que eu não larguei foi o amor.