Comecei a pensar em todas as coisas que aconteceram e que têm acontecido na minha vida. As amizades, os empregos, as festas, os porres, os amores mal acabados, os amores mal começados, os amores todos, inclusive as paixões alucinógenas que vira e mexe nos esbarra nos vagões de metro dessa vida. Ah, os amores. VISHE. Bizarro seria se não fosse trágico - e se não fosse sobre a minha vida, também.
Pensei também nas viagens que fiz e na minha incrível capacidade de nunca conseguir me planejar, e viajar sempre de última hora, sem pensar em absolutamente nada além de: "cacete, eu teria economizado uns 2mil reais se tivesse feito isso antes". Ehê.
Ah... essa capacidade de ser levada pelas circunstâncias que aparecem na vida. É uma incrível capacidade, acreditem. É quase como se fosse um dom. Hoje você está aqui, estudando matemática com ênfase em física quântica (what?) - e um ano depois, está trabalhando na contabilidade de uma multinacional. Ou algo mais legal - porque né, porra, contabilidade? ENFIM.
Sabe aquele sábado que você pensa: "hoje eu vou ficar em casa de boa porque não tem nada pra fazer" e de repente, seu amigo te busca, e quando você se dá conta, está num manguezal procurando siri e colecionando conchinhas. Aí uma abelha te pica, você tem reação alérgica e vai parar no hospital. Daí faz amizade com o enfermeiro, que mora perto da sua casa, e vocês se tornam grandes amigos - ou se casam, sei lá. Eai, você que era economista,aceita o convite do amigo/marido enfermeiro e vão fazer trabalho voluntário com as crianças da Etiópia, e quando você estiver lá, você pára e pensa: "CARALHO, como eu vim parar aqui? Nem sei, mas tô feliz pra burro."
Entendem? Essa é a história da minha vida.
Entendem? Essa é a história da minha vida.
E o mais incrível disso tudo é que, no final das contas, mesmo com tudo saindo diferente do esperado, é a sensação de que você está seguindo o seu caminho. E está hipermegaultra-realizada, mesmo nunca tendo desejado viver o que vive hoje.
É... correntes de whatsapp é uma caralha, mesmo.
