Eu bebi todos os drinks que pude aguentarEu dançei todas as baladas em que consegui entrarEu cantei todas as melodias, eu escrevi todas as poesiasE sujei todo o corpo com o meu brincar.
Eu beijei todas as pessoas que pude lembrarBocas inusitadas, pessoas encrencadas,Amizades que nunca pensei em colorir, em rabiscar.
Eu abraçei todos os corpos que pude tocarE paquerei todos os olhos que pude encararEu encantei a todos quando me fiz bailarEu sugeri a todos os amantes, o amar.
Aconselhei, prosiei, fiz versos e gestosBrinquei, roubei, fiz o certo e o incertoE busquei de todas as formas me libertar.
Liberta, mas não de ti, hoje eu vejoE percebo que meu grande desejoÉ assim continuar.
Um final diferente, mas não menos contente.Acontece que eu aprendi a me amar.
Amantes
segunda-feira, 30 de maio de 2011
Bocas Inusitadas
segunda-feira, 23 de maio de 2011
Bolsa Família: um tanto quanto Carente.
De Trinta e dois à Duzentos e quarenta e dois Reais. São estes os valores pagos pelo Bolsa Família. Segundo o Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), o Bolsa Família é um programa de transferência direta de renda com condicionalidades, que beneficia famílias em situação de pobreza e de extrema pobreza. O 4° Relatório Nacional de Acompanhamento dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio aponta queda da pobreza extrema de 12% em 2003 para 4,8% em 2008.
De acordo com o que diz no site do MDS, o programa se divide em três eixos: transferência de renda, condicionalidades e programas complementares. Eles julgam a transferência de renda como ponto crucial para o alívio imediato da pobreza. A condicionalidade reforça o acesso à saúde, educação e assistência social. E os programas complementares objetivam o desenvolvimento das famílias, de modo que os beneficiários consigam superar a situação de vulnerabilidade.
Seria muita estupidez de minha parte começar a falar sobre um assunto sem antes explicá-lo de maneira coesa. Pois bem. Agora, expresso-lhes a minha opinião mais lógica, racional e sincera: Não seria o Bolsa Família um "tapa buraco"? Não seria o Bolsa Família uma tentativa de "empurrar a sujeira para debaixo do tapete"? Veja, e PENSE junto a mim, por gentileza: Lembre-se, quando falamos de famílias carentes, são famílias carentes de alimentação, abrigo, saúde e, principalmente, INFORMAÇÃO E EDUCAÇÃO. Pois bem, não seria muito mais fácil pagar um valor X para tais famílias carentes do que designar de maneira correta e lícita verbas para a infra-estrutura dessa população? Veja, tendo em vista que o programa foi lançado há OITO ANOS, não é um tanto contraditório você ter a diminuição da pobreza extrema e não oferecer estradas para que as crianças destas famílias cheguem às escolas? Um país que está combatendo a pobreza. Pobreza de quê? O Sertão continua tendo escolas com apenas TRÊS SALAS. Escolas sem merenda, sem professores, sem livros. Escolas? Quais escolas? O Sertão continua sofrendo com a seca, e assim, sofrendo com a falta do que plantar, do que criar; sendo obrigados a gastarem com a sua alimentação, já que não possuem infraestrutura que os possibilitem de criar a sua própria. O desmatamento está aí, e não vejo diminuição desta prática. Ah, mas isso nada tem a ver com a pobreza, não é mesmo? E o que falar de famílias com renda altíssima que estão cadastradas no programa? E o que pensar de famílias carentes que não aprendem a pescar, já que ganham o peixe?
O Bolsa Família, companheiros e companheiras, é um programa EMERGENCIAL. Pelo menos Era pra ser. O Bolsa Família ERA pra ser um auxílio apenas, e não uma dependência. Como já disse, é um tapa buraco. Eles pagam um dinheirinho para os carentes, eles ficam contentes e está tudo certo. Na próxima eleição, votarão naqueles que lhes deram Cem Míseros Reais. Ou Trinta e Dois. E enquanto isso, as escolas, os hospitais e as plantações continuam CARENTES. Quando se necessita de um hospital, se o encontra, médicos decentes ele não tem. Ah, mas os Trinta e Dois Reais foram depositados. Ou Cem. Tudo bem.
A população reflete o seu país. Se a população é carente, logo, o país também é.
E o país reflete os seus governantes. Educação, alimentação, saúde. São vários os setores carentes deste Brasil. Brasil carente, governantes carentes. Carentes de princípios, de planejamento, de ética. Carentes de vergonha na cara.
Como combater a carência com um programa que já é carente? Carente de gestores dignos e profissionais. Quem sabe, amigos e amigas, quando os nossos carentes governantes terem suas carências supridas, eles não possam assim, suprir as de seus eleitores.
Lícito
O amor é fundamental, mas nem mesmo ele aguenta tanta indiferença, grosserias e dizeres infundados e atitudes egoístas e imaturas. O amor não foi feito para a imaturidade. Ele foi feito para aqueles que sabem se dar, e se doar, de maneira inteira e lícita, de forma única e nem um pouco egoísta.
segunda-feira, 16 de maio de 2011
Raiva
Cuidado quando você sentir raiva, muitas vezes ela não passa de um sentimento momentâneo. E quando ela passa, ficamos com a maior saudade que um beijo apaixonado pode proporcionar. Quando ela passa, ficamos, sozinhos, com os nossos planos que não se realizaram por estarmos empolgantemente irritados na época em que podíamos concretizá-los. Ficamos com as consequências das nossas atitudes impulsivas e dizeres ofensivos e grosseiros, com as nossas birras, pirraças e atitudes infantis. Quando a raiva passa, ficamos com o melhor do amor. E dele não podemos mais nos sentir, pois o atropelamos com um caminhão raivoso e sem propósito, egoísta e sem direção.
Empolgação
A empolgação é o sentimento mais ingrato que existe, pois, quando ela se acaba e tudo se acalma, você percebe que nada disso faz sentido. E o vazio lhe toma conta de maneira fatal, fazendo você se sentir um perfeito idiota.
sábado, 14 de maio de 2011
Olhos
Olhos. Espelhos da alma, refletem tudo o que se pensa, o que se sente, o que se pretende, o que se mente. Os meus são assim, às vezes mel, às vezes castanho escuro. Tanto faz. O que é de impressionar e que vale a pena, e isso não somente em mim, é o que eles realmente pretendem. O que de fato se quer. Coisas que a boca não diz. Que o corpo não expressa... Mas que a mente pensa, e o coração, deseja.
terça-feira, 10 de maio de 2011
Despedidas
Quando todos pararem de se preocupar com a vida dos outros, quando todos pararem de dar importância praqueles preocupados e ambos se dedicarem somente ao amor, e a tristeza própria de cada um,os sentimentos serão mais plenos,a saudade será muito mais sentida,os abraços valerão mais que beijos,e os beijos nem sempre serão uma despedida.
Tempos Covardes
Vou contar-lhes um conto, onde doces e travessuras podem ser comparados com a sua tristeza e loucura. Um conto, que de fadas não se vê muita coisa, mas que de real pode se dizer um pouco. Houve um tempo em que o amor não era comparado, não era regulado, muito menos devia ser aprovado. Neste tempo, o amor era na sua forma digna e inteiramente, pura e simplesmente, amor. Ah, jovens crianças, nesta época os amantes riam, e queriam estar cada qual com seu parceiro. E não meçavam esforços para tal feito. Que jeito! Eles com nada nem ninguém se importavam, se era a feia que se amavam, só o amor lhes bastavam e juntos iam até o fim. Fim? Ah quem dera se este fosse o fim. Não, não foi assim, mesmo porque eu não cheguei ao fim. Pois é, caros leitores, ambos sabemos que não, não é nada assim. Hoje o amor depende cada vez mais do julgamento de terceiros, e de quartos, e de quintos. E independe cada vez mais dos seus amantes, dos seus queridos, da dupla que o faz como ninguém. Na verdade, são os teus amantes, amor, que dependem mais deste interrogatório, julgamentos e críticas do que a ti mesmo.
Escrevi-lhes um conto, que não se encontra personagens fictícios, só fatos ocorridos. Ou lembranças de um amor que foi vivido. Um conto feito para se contar na realidade, em que muitos de vocês são personagens. Eu sou uma personagem. Mas sou daquelas, aquelas daqueles tempos, há tempos, quando o amor não precisava ser permitido por alguém, por ninguém.Mas, ao este conto finalizar, quero uma dúvida aqui deixar: se não houvessem intrometidos, se o amor não fosse repartido, se não houvessem tantas desculpas a dar... de que seriam os covardes, aqueles que dizem que amar é libertar?
Este tempo em que te encontro, amor, é o tempo em que os amantes não se amam até o fim das tardes. Esse tempo é o tempo dos covardes.
segunda-feira, 9 de maio de 2011
Brabuletas
O jardim do meu estômago não tem mais borboletas. E acho que ficará sem por um bom tempo. Os danos causados por elas foram enormes.
O melhor, ou menos doloroso, ou mais cauteloso, é não esperar nada dessas borboletas, além do bater de suas asas, que nem sempre significam coisas boas. Quando se espera algo, a chance de se decepcionar é maior. Se tais borboletas quiserem aparecer, vez ou outra, que seja. Ou para sempre, que seja. Ou para nunca mais... que assim seja. Mas nunca espere nada de bom delas. Não se sabe como nem quando podemos ser estupidamente surpreendidos. Se pensarmos no ponto de que não são as borboletas que fazem as flores sobreviverem, já é um bom passo para começarmos a nos adaptar a viver sem elas. Mas se pensarmos no ponto de que são elas a causa de toda a graça e viver das flores... retrocedemos.
O jardim do meu estômago não tem mais brabuletas. E acho que ficará sem por um bom tempo. Flores e alguns cactos ainda sobrevivem sem elas... e isso não é de todo o mal.
quinta-feira, 5 de maio de 2011
Diplomas
Porque, no final das contas, o que eu quero mesmo é ser feliz. Então, de nada importa o resto, aquele resto digno de ser chamado de RESTO. As mentiras, as fofocas, as intrigas, as inimigas. E no acabar de tudo, nada disso vai importar, as brigas são deixadas pra lá, e até mesmo os diplomas, são jogados ao ar.
Trocar bombons
É tão bom ter alguém pra trocar carinhos, abraços, mimos e alguns suspiros.
É muito bom ter alguém a se admirar, pra gargalhar, pra se tocar e se inspirar.
É realmente bom ter alguém com quem desvendar dons, trocar risos, lisonjeios e alguns bombons.
E é esse alguém, que sabe como ninguém a melhor maneira de lhe fazer o bem.E o melhor de tudo isso é que momentânea não é esta felicidade, que sim, é tudo realidade, e que tão perto de você sempre esteve essa verdade. Saber olhar e pensar no futuro, é um dom. E ter alguém neste futuro... é bom. Muito bom.
quarta-feira, 4 de maio de 2011
Tequilas
Dúvidas, receios e passado.
Vocês me impedem de praticar qualquer atentado.
Orgulho, mágoas e desilusão.
Vocês são as chaves que trancam qualquer coração
Amor próprio, tequilas e força de vontade.
Vocês são aqueles que mais querem a minha felicidade.
Um livro, um biscoito e uma canção.
Vocês vieram para espairar a minha mente e limpar, enfim, o meu porão.
O teu esquentar
E nesta noite fria, o que se esperar? Dessas mantas e cobertores que querem me lubridiar?
Será frio então o vento a assoprar? Ou frio será este luar, a iluminar, a apaixonar, a brilhar?
Queres, então, por favor me explicar o porquê de nada me esquentar?
Dessas mantas e cobertores a me lubridiar, estou a fartar.
Quero sentir novamente entre as mesmas mantas e cobertores o seu enrolar, o seu desenhar, o seu abraçar.
Sentir, enfim, o meu esquentar.
terça-feira, 3 de maio de 2011
Tardes frias
E quando o seu chão desaparece, a tua base te esquece, o teu porto não lhe és mais seguro e tu voltas a ter medo do escuro? E quando a tua certeza se desfaz, a tua tristeza se refaz, a raiva lhe toma conta e a mágoa lhe vem a tona? É quando a saudade te faz recordar, das tardes frias ao ar, da felicidade e do conforto de se ter um simples alguém para amar.
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