Vou contar-lhes um conto, onde doces e travessuras podem ser comparados com a sua tristeza e loucura. Um conto, que de fadas não se vê muita coisa, mas que de real pode se dizer um pouco. Houve um tempo em que o amor não era comparado, não era regulado, muito menos devia ser aprovado. Neste tempo, o amor era na sua forma digna e inteiramente, pura e simplesmente, amor. Ah, jovens crianças, nesta época os amantes riam, e queriam estar cada qual com seu parceiro. E não meçavam esforços para tal feito. Que jeito! Eles com nada nem ninguém se importavam, se era a feia que se amavam, só o amor lhes bastavam e juntos iam até o fim. Fim? Ah quem dera se este fosse o fim. Não, não foi assim, mesmo porque eu não cheguei ao fim. Pois é, caros leitores, ambos sabemos que não, não é nada assim. Hoje o amor depende cada vez mais do julgamento de terceiros, e de quartos, e de quintos. E independe cada vez mais dos seus amantes, dos seus queridos, da dupla que o faz como ninguém. Na verdade, são os teus amantes, amor, que dependem mais deste interrogatório, julgamentos e críticas do que a ti mesmo.
Escrevi-lhes um conto, que não se encontra personagens fictícios, só fatos ocorridos. Ou lembranças de um amor que foi vivido. Um conto feito para se contar na realidade, em que muitos de vocês são personagens. Eu sou uma personagem. Mas sou daquelas, aquelas daqueles tempos, há tempos, quando o amor não precisava ser permitido por alguém, por ninguém.Mas, ao este conto finalizar, quero uma dúvida aqui deixar: se não houvessem intrometidos, se o amor não fosse repartido, se não houvessem tantas desculpas a dar... de que seriam os covardes, aqueles que dizem que amar é libertar?
Este tempo em que te encontro, amor, é o tempo em que os amantes não se amam até o fim das tardes. Esse tempo é o tempo dos covardes.
Amantes
terça-feira, 10 de maio de 2011
Tempos Covardes
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