Amantes

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Maturidade, eu não te quero tanto


Eu gostava mais de mim quando eu era mais nova. Apesar da ingenuidade aflorada, coisa que não mudou tanto, e apesar da imaturidade; eu era melhor. Mais eu, sabe? Era mais decisiva, mais racional, mais determinada, mais seca, curta e grossa. Acabava mais facilmente com situações duvidosas e mal resolvidas; implicava mais, mas era muito mais ouvida. Mais radical, ô bem mais, sem meio termo - comigo não tinha contradição nem segunda explicação: ou vai ou raxa. A minha personalidade continua firme e forte, muito forte, mas estou mais flexível, mais maleável, mais tolerável. Mais tolerante. Não que isso seja de todo o mau, até porque, são penduricalhos que acompanham a maturidade. Aliás, nada como a maturidade, não? É uma das coisas mais fantásticas e complexas, porque, quanto mais maduro você se considera, mais você percebe que nunca será o suficiente. Aliás, andam dizendo por aí que sou madura demais pra 19 anos. E volto ao ponto que começei: eu gostava mais de mim quando eu era mais nova. Não tão experiente, bem mais inocente, acreditava nas pessoas da melhor maneira possível. Mais objetiva, não me apegava tanto, e não me importava se tivesse que me desapegar. Imatura. É, disso eu não tenho tantas saudades. Mas, sabe, tendo em vista de que não vivo sozinha, e de que outras pessoas compartilham tristezas e amores comigo, eu me questiono: até que ponto vale a pena ser madura? De que adianta a senhora maturidade, se as pessoas a sua volta teimam em retroceder? Sinto saudades da época em que eu era mais radical e tinha fama de brava. Hey vida, dá pra devolver meus atributos severos e jogar fora a minha tolerância e paciência? Se não for assim, desculpa mas, pára tudo: eu quero descer.

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